Angelina Lemmo Brando (Caracas, 2 de maio de 1933 — Caracas, 27 de agosto de 1988) foi uma historiadora, professora universitária, escritora e tradutora venezuelana. Desenvolveu investigação sobre culturas pré-hispânicas da América, etnografia, historiografia colonial venezuelana e representações dos indígenas nas fontes coloniais. Exerceu funções de investigação e docência na Universidade Central da Venezuela e foi titular da Cátedra Andrés Bello no Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Oxford, entre 1985 e 1986.

Formação e carreira académica

Obteve na Universidade Central da Venezuela a licenciatura e o doutoramento em História. Em 1956, iniciou actividade como investigadora no Instituto de Antropologia e História da universidade, que dirigiu entre 1963 e 1971, aí fundando e dirigindo o Anuario.

Na Escola de História da Universidade Central da Venezuela, alcançou a categoria de professora titular, dirigiu a secção de Culturas Pré-Hispânicas da América e criou o Seminário de Historiografia Colonial da Venezuela. Entre 1985 e 1986, leccionou como titular da Cátedra Andrés Bello no Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Oxford.

Investigação e actividade intelectual

A sua investigação abrangeu a relação entre etnografia e fontes históricas; a historiografia colonial venezuelana e inglesa sobre a Venezuela colonial; as representações dos indígenas no Cedulario de Diego de Encinas e na obra de Antonio Caulín; o relatório de Joseph Diguja y Villagómez sobre a província de Cumaná na segunda metade do século XVIII; e a educação na Venezuela em 1870.

Lemmo publicou em 1975 De cómo se desmorona la historia: observación a la Historia de Venezuela, trabalho dedicado à Historia de Venezuela de Guillermo Morón.

Também elaborou inventários bibliográficos, entre os quais os da obra de José Antonio de Armas Chitty e dos títulos publicados pelo Instituto de Antropologia e História da Universidade Central da Venezuela.

Tradução e escrita literária

Em colaboração com Hilda T. de Rodríguez, traduziu Viaje a las islas de Trinidad, Tobago, Margarita y a diversas partes de Venezuela en la América Meridional, de J. J. Dauxion Lavaysse. A Universidade Central da Venezuela publicou a tradução por ocasião do quarto centenário da fundação de Caracas.

Paralelamente à produção historiográfica, publicou livros de ensaio e poesia.

Morreu em Caracas, em 27 de agosto de 1988.

Obras seleccionadas

(lista não exaustiva).

História e historiografia

Dauxion Lavaysse y su obra (1967). Etnografía y fuentes históricas (1970). De cómo se desmorona la historia: observación a la historia de Venezuela (2.ª ed., 1975). Historiografía colonial de Venezuela (2.ª ed., 1983). De cómo se desmorona la historia: observación a la Historia de Venezuela (2.ª ed., 1975). La educación en Venezuela en 1870 (2.ª ed., 1976). Esquema de estudio para la historia indígena de América (1980). Historiografía colonial de Venezuela (2.ª ed., 1983). J. A. de Armas Chitty (1987). Notas acerca de la historiografía inglesa sobre Venezuela, siglos XVI, XVII y XVIII (1987).

Ensaio e poesia

Silencio comunicante: poemas (1974). Diálogos dislocados (1978). Grietas de luz: poemas (1978). Y tenemos de todos los reinos: opúsculo tentativo sobre la idiosincrasia del venezolano (1986).

Categoria:Historiadoras da Venezuela Categoria:Escritoras da Venezuela Categoria:Tradutores da Venezuela Categoria:Professores da Universidade Central da Venezuela Categoria:Naturais de Caracas Categoria:Nascidos em 1933 Categoria:Mortos em 1988