Abedalá ibne Alharite Alhaximi, nascido Abu Maomé Abedalá ibne Alharite ibne Naufal Alhaximi Alcoraixi (; Medina, c. — Omã, ), foi um tradicionalista, político e membro dos haxemitas. Neto de Naufal ibne Alharite e bisneto de Alharite ibne Abede Almotalibe, pertenceu ao ramo haxemita dos coraixitas. Nascido cerca de dois anos antes da morte de Maomé, recebeu ainda na infância a bênção do profeta por meio do ritual do tahnic. Posteriormente tornou-se um dos mais respeitados transmissores de hádices de sua geração, sendo considerado um narrador confiável pelos principais críticos da tradição islâmica. Seus relatos foram preservados nas seis coleções canônicas do islã sunita. Também exerceu papel político durante a Segunda Fitna. Após a morte de , foi escolhido pelos habitantes de Baçorá como governador em nome de Abedalá ibne Azobair, embora tenha sido posteriormente destituído. Terminou seus dias em Omã, para onde se refugiou após a derrota da revolta de Ibne Alaxate.

Vida

Abedalá era filho de Alharite ibne Naufal e neto de Naufal ibne Alharite, pertencendo ao ramo haxemita dos coraixitas. Nasceu cerca de dois anos antes da morte de Maomé. Sua mãe, Hinde, era filha de Abu Sufiane e irmã de Ume Habiba, uma das esposas do profeta. Poucos dias após o nascimento, foi levado à casa da tia materna, onde Maomé realizou sobre ele o ritual do tahnic, introduzindo-lhe na boca o primeiro alimento e invocando bênçãos em seu favor. Durante a infância, recebeu o apelido de Albaba ("o gordinho"), derivado da forma carinhosa como sua mãe costumava chamá-lo. Seu pai estabeleceu-se em Baçorá, cidade onde Abedalá se tornou amplamente conhecido e respeitado. Após a morte de , em 684, os habitantes de Baçorá o escolheram governador em nome de Abedalá ibne Azobair e prestaram-lhe juramento de fidelidade. Mais tarde, porém, o próprio Ibne Azobair o destituiu do cargo. Depois da derrota da revolta liderada por Ibne Alaxate contra Alhajaje ibne Iúçufe, Abedalá deixou Baçorá e refugiou-se em Omã, onde morreu em 84 A.H. (703), quando tinha cerca de oitenta anos. Uma tradição preservada por Ibne Hibane atribui sua morte ao vento quente do deserto e afirma que teria sido sepultado em Alabuá, mas a TDV esclarece que esse relato se refere, na realidade, a seu filho homônimo.

Bibliografia

Categoria:Árabes do século VIII Categoria:Pessoas do Califado Ortodoxo Categoria:Pessoas do Califado Omíada Categoria:Naturais de Medina Categoria:Haxemitas (clã coraixita)