O Centro de Memória dos povos indígenas do Nordeste, conhecido como Anjuká, é uma instituição de memória situada no Museu Casa do Sertão da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), no estado brasileiro da Bahia. O centro é um núcleo do Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF-UEFS).

Etimologia Anjuká é uma palavra oriunda da língua dzubukuá, da família linguística cariri e tronco linguístico Macro-Jê, que designa a “Jurema Sagrada" (Mimosa Hostillis), uma planta utilizada em rituais indígenas do sertão nordestino, de contato com os seres encantados. A escolha do nome reforça a simbologia da importância ontológica dos encantados para os povos indígenas.

Acervo O Anjuká possui acervo contendo objetos etnográficos com valor simbólico e cultural de variadas etnias dos povos indígenas do Nordeste, sobretudo povos que compõem o corpo discente da UEFS, sendo elas: Tuxá, Pankararú, Kaimbé, Truká, Tumbalalá, Pankará, Tupinambá, Fulni-ô, Pataxó Ha-Ha-Hai, e Atikum, entre outras que compuseram ou venham a compor a instituição. Desse modo, o Anjuká viabiliza não somente a exposição de um acervo produzido pelos povos indígenas do Nordeste, mas também proporciona um espaço para discussões sobre a valorização desses povos.

Objetivo miniaturadaimagem|Praiá. Veste do povo Pankararu, produzida com fibra do Caroá. O objetivo do acervo é evidenciar a pluralidade, diversidade e importância das culturas indígenas junto à comunidade universitária e ao público externo.

Os objetos que deram origem ao acervo foram selecionados e doados pelos próprios indígenas e representam povos presentes no corpo discente da universidade.

Além dos objetos etnográficos, o acervo é composto por materiais bibliográficos, iconográficos e audiovisuais relacionados aos povos indígenas do Nordeste. Abrange também registros e materiais sobre línguas indígenas, história e etnologia, utilizados como fontes para atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas na universidade. Nisso, adota uma abordagem que articula a produção de conhecimento sobre os povos indígenas do Nordeste à valorização de suas culturas, identidades e representatividade política.

História O Centro de Memória dos Povos Indígenas do Nordeste foi criado em 2014, a partir do Projeto de Extensão Antropologia dos Povos Indígenas (PROEX-UEFS), coordenado pela professora Patrícia Navarro de Almeida Couto, do DCHF-UEFS. A criação do centro esteve associada às discussões realizadas no projeto com estudantes indígenas da UEFS, sobretudo moradores da residência indígena universitária, e à formação de um acervo de cultura material dos povos indígenas do Nordeste brasileiro.

Em 2019, o Anjuká foi incorporado ao Museu Casa do Sertão, que passou a abrigar o centro em suas instalações na Universidade Estadual de Feira de Santana.

Galeria de imagens Alguns dos objetos etnográficos em exposição no centro Anjuká:

Ligações externas

Abril Indígenas Anjuká Proex-UEFS

Projeto da UEFS valoriza, preserva e leva a cultura indígena para novas gerações

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