Zainabe binte Cuzaima ibne Alharite Alilalia (; m. setembro de 625) foi uma das esposas de Maomé. Pertencia aos hilalitas, ramo dos amiritas, e era irmã materna de Maimuna binte Alharite, que também se casaria com Maomé. Tornou-se conhecida por sua generosidade e assistência aos necessitados, tanto durante a Jailia quanto depois de sua conversão ao Islã, o que lhe valeu o epíteto de Ume Almaçaquine (, "mãe dos necessitados"). Há tradições divergentes acerca dos casamentos de Zainabe anteriores à sua união com Maomé. Segundo uma delas, foi sucessivamente esposa de , e Ubaida ibne Alharite, enquanto outra afirma que foi casada com Abedalá ibne Jaxe. Maomé casou-se com Zainabe em 625, mas a união durou apenas alguns meses: ela morreu aos trinta anos, sendo uma das esposas do profeta que faleceram durante a vida dele. Foi sepultada no Cemitério de Albaqui, tornando-se a primeira das esposas de Maomé a ser enterrada ali.
Vida
Zainabe era filha de Cuzaima e pertencia aos hilalitas, ramo dos amiritas. Sua mãe era . Era conhecida tanto durante a Jailia quanto no período islâmico por sua generosidade, atenção aos necessitados e atividades de assistência, características que lhe valeram o epíteto de Ume Almaçaquine (, "mãe dos necessitados" ou "protetora dos necessitados"). As nove filhas de sua mãe converteram-se ao Islã e, segundo a tradição, foram chamadas por Maomé de "irmãs crentes". Entre as irmãs de Zainabe estavam Maimuna binte Alharite, que posteriormente também se tornou esposa de Maomé; Lubaba binte Alharite, esposa de Alabás ibne Abede Almotalibe; , mãe de Calide ibne Alualide; , esposa de Hâmeza ibne Abede Almotalibe; e Asma binte Umais, esposa de Jafar ibne Abi Talibe.
As fontes apresentam versões divergentes acerca dos casamentos de Zainabe anteriores à sua união com Maomé. Segundo uma delas, casou-se primeiro com seu primo , depois com e, em seguida, com o irmão deste, Ubaida ibne Alharite. Ubaida estava entre os primeiros convertidos ao Islã e os primeiros emigrantes, comandou a primeira expedição militar enviada por Maomé e foi o primeiro porta-estandarte dos muçulmanos, vindo a morrer em consequência dos ferimentos recebidos na Batalha de Badre. Cerca de um ano depois de sua morte, pouco antes da Batalha de Uude, em ramadã de 3 A.H. (fevereiro–março de 625), Maomé casou-se com Zainabe, depois de Háfeça binte Omar, pagando-lhe um mahr de 400 dirrãs. Outra tradição afirma, porém, que Zainabe fora esposa de Abedalá ibne Jaxe e que Maomé se casou com ela depois da morte deste na Batalha de Uude. Segundo essa versão, o desejo de Maomé de restabelecer as relações deterioradas com os amiritas teria desempenhado papel importante no casamento.
A união de Zainabe com Maomé foi a mais breve entre os casamentos do profeta. Ela morreu aos trinta anos, sete ou oito meses depois do casamento, em Rabi Alarrir de 4 A.H. (setembro de 625), embora outras tradições atribuam duração ainda menor à união. Foi, assim, uma das esposas de Maomé que morreram durante a vida dele. O próprio Maomé conduziu sua oração fúnebre, após a qual Zainabe foi sepultada no Cemitério de Albaqui, sendo a primeira das esposas do profeta a ser enterrada ali. Cerca de quatro anos depois de sua morte, em Dulcada de 7 A.H. (março de 629), Maomé casou-se com sua irmã materna Maimuna binte Alharite.
Bibliografia
Categoria:Hilálios Categoria:Árabes do século VII Categoria:Mulheres do século VII Categoria:Esposas de Maomé Categoria:Pessoas sepultadas no Cemitério de Albaqui