Farua ibne Muçaique (), também conhecido como Farua ibne Muçaica e pela nisba Algutaifi, foi um chefe tribal, companheiro de Maomé, poeta e transmissor de hádices, natural do Iêmem. Pertencia ao ramo dos muraditas, uma das tribos dos madijitas, e exerceu papel de liderança entre eles no início do . Após os muraditas sofrerem pesadas perdas diante dos hamedanitas no , sem receberem auxílio dos reis quindaítas aos quais estavam vinculados, Farua rompeu com estes e dirigiu-se a Medina em 10 A.H. (631). Ali prestou juramento de fidelidade a Maomé e recebeu instrução sobre o Alcorão e o Islã. Maomé posteriormente o nomeou governador dos muraditas, zubaiditas e demais madijitas e autorizou-o a recolher o zacate dos muçulmanos de sua jurisdição, enviando Calide ibne Saíde com ele para auxiliar na arrecadação. Durante o califado de Omar , Farua estabeleceu-se em Cufa e voltou a exercer funções relacionadas à arrecadação do zacate entre os madijitas. As fontes também o mencionam como poeta e atribuem-lhe a transmissão de alguns hádices de Maomé. A data de sua morte é desconhecida.
Vida
Farua era natural do Iêmem e chefe dos muraditas, uma das principais tribos dos madijitas. Pertencia ao ramo dos muraditas, razão pela qual também era conhecido pela nisba Algutaifi. Sua cúnia era Abu Sabra, e as fontes registram seu nome como Farua ibne Muçaique — com Muçaica como variante — ibne Alharite Almuradi. Por volta da época da Batalha de Badre, em 624, muraditas e hamedanitas enfrentaram-se numa batalha conhecida como . Os muraditas sofreram pesadas perdas e, segundo a tradição, os reis quindaítas, aos quais estavam vinculados, não lhes prestaram auxílio. O episódio levou Farua a romper relações com os reis de Quinda e, em 10 A.H. (631), a dirigir-se a Medina como representante de sua tribo. Ali encontrou-se com Maomé e prestou-lhe juramento de fidelidade. Durante sua permanência na cidade, hospedou-se com Sade ibne Ubada, com quem, assim como com Maomé, aprendeu o Alcorão e os princípios do Islã.
Farua obteve inicialmente de Maomé autorização para combater, juntamente com os membros já convertidos de sua tribo, aqueles que ainda não haviam aceitado o Islã. Depois que deixou Medina, contudo, Maomé enviou um mensageiro para fazê-lo retornar e modificou suas instruções: Farua deveria convidar seu povo à conversão e abster-se de qualquer ação contra os não muçulmanos até receber novas ordens. Maomé posteriormente presenteou-o com doze s de prata, um camelo de boa qualidade e uma peça de vestuário confeccionada com tecido de Omã. Maomé nomeou Farua governador dos muraditas, zubaiditas e demais madijitas e entregou-lhe uma carta que o autorizava a recolher o zacate dos muçulmanos de sua jurisdição. Calide ibne Saíde foi enviado com ele como responsável pela arrecadação das esmolas e do zacate e permaneceu nessa função até a morte de Maomé, em 632. Durante o califado de Omar , Farua estabeleceu-se em Cufa. Nesse período, foi enviado aos madijitas como coletor do zacate. Além de sua atuação como chefe tribal e agente da administração islâmica inicial, é mencionado como poeta e transmitiu alguns hádices atribuídos a Maomé. A data de sua morte é desconhecida.
Bibliografia
Categoria:Muraditas Categoria:Poetas árabes do século VII Categoria:Companheiros de Maomé Categoria:Pessoas do Califado Ortodoxo