Hans Günther (22 de agosto de 1910 – 5 de maio de 1945) foi oficial (Sturmbannführer) da SS que chefiou o "Escritório para a Emigração Judaica em Praga" durante a Segunda Guerra Mundial. Hans foi o responsável pela deportação de judeus checos para campos de extermínio durante o Holocausto. Ele foi capturado e morto por partisans checos em 1945.

Carreira Günther trabalhou como contabilista até 1931. Ele ingressou na Sturmabteilung (SA) em novembro de 1928, ascendendo rapidamente a um dos líderes da organização, em março de 1929. A partir de abril de 1931, voluntariou-se para o serviço voluntário Freiwilligen Arbeitsdienstes, que chefiou de 1932 a 1933.

A partir de setembro de 1935, Günther foi contratado pela Gestapo como detetive em Erfurt, onde, juntamente com seu irmão Rolf Günther, ficou responsável por questões relacionadas com os judeus. Após 1937, Günther e seu irmão ingressaram no "Escritório Central para a Emigração Judaica em Viena". Enquanto seu irmão Rolf trabalhou posteriormente sob o comando de Adolf Eichmann no Escritório Central de Segurança do Reich (RSHA), como vice-diretor do "Departamento Judaico", Hans foi promovido em julho de 1939 a chefe do "Escritório Central para a Emigração Judaica" em Praga (posteriormente renomeado para "Escritório Central para a Resolução da Questão Judaica"). Seu papel era organizar a "solução final" em Praga, e ele recebeu instruções sobre o seu verdadeiro significado de Eichmann e Reinhard Heydrich. As suas responsabilidades incluíam a manutenção das regulamentações antissemitas no Protetorado da Boêmia e Morávia, bem como a deportação de judeus checos para o gueto de Theresienstadt e, de lá, para os campos de extermínio. Os prisioneiros do campo chamavam-lhe "o carrasco sorridente".Ernst Klee: Das Personenlexikon zum Dritten Reich: Wer war was vor und nach 1945. Fischer-Taschenbuch-Verlag, Frankfurt am Main, 2005. (em alemão)

Filme de Theresienstadt Para combater a propaganda aliada sobre os campos de concentração, Günther encomendou um filme sobre a "área de assentamento judaica", conhecido como "Theresienstadt", retratando uma imagem idealizada de judeus bem alimentados e alojados.Bred Prager, "Interpreting the Visible Traces of Theresienstadt", Journal of Modern Jewish Studies, 7:2, 175-194, 2008, p.178. O filme foi produzido no final do verão de 1944 e concluído apenas em março de 1945. Kurt Gerron, um ator/diretor judeu, fez o filme em troca de que ele e sua família sobreviveriam. No entanto, pouco depois de terminar as filmagens, ele e sua família foram "evacuados" para Auschwitz, onde foram mortos em câmaras de gás assim que chegaram.

O filme foi concebido para o público estrangeiro, mas como foi concluído pouco antes do colapso da Alemanha Nazi e o fim da guerra, só foi visto por alguns representantes de organizações estrangeiras. Hans Günther também criou um museu de artefatos judaicos em Praga, contendo itens de sinagogas destruídas.Jan Björn Potthast: Das jüdische Zentralmuseum der SS in Prag – Gegenerforschung und Völkermord im Nationalsozialismus. Campus-Verlag, München 2002

Morte Em maio de 1945, quando eclodiu a revolta de Praga, Günther, que viajava com uma comitiva fortemente armada, foi parado em um bloqueio perto de Beroun, por partisans checos. Ele foi preso e desarmado. Segundo os guerrilheiros, Hans tentou tomar a arma de um guarda e foi mortalmente ferido na luta que se seguiu, quando foi atingido por uma granada de mão, morrendo posteriormente em decorrência dos ferimentos. As autoridades checas aceitaram posteriormente este relato da sua morte, que foi apresentado às autoridades judiciais alemãs.

Referências

Categoria:Membros da Sturmabteilung (SA) Categoria:Mortos em 1945 Categoria:Nascidos em 1910 Categoria:Oficiais da SS