Senaea coerulea é uma espécie de planta da família Gentianaceae, descrita em 1893 pelo botânico alemão Paul Taubert. É um arbusto ou arvoreta endêmico do estado de Minas Gerais, no Brasil. O epíteto específico coerulea alude à cor azul da corola.
Descrição esquerda|miniaturadaimagem|Aparência geral de indivíduo. Arbusto a pequena árvore ramificada, de até cerca de 2 m de altura. As folhas são oblanceoladas, medindo de 6 a 10,5 cm de comprimento por 1,3 a 3,1 cm de largura, com margem revoluta e ápice obtuso, com um a dois pares de nervuras secundárias. Possuem uma ponta rígida (mucrão). A inflorescência tem 9 a 18 cm e reúne de 15 a 31 flores.
A corola é azul, hexâmera, infundibuliforme (forma de funil), com cerca de 3 cm de comprimento alargando-se até 1,3 a 1,9 cm na boca e terminando em lobos lanceolados de ápice agudo. O fruto é ovoide, com aproximadamente 13 mm.
Distribuição e habitat
Ocorre exclusivamente em Minas Gerais, em pontos dispersos ligados à Cadeia do Espinhaço, em campo rupestre e cerrado, por vezes em solos arenosos próximos de margens de rios. Entre as localidades documentadas em herbários estão Diamantina, a Serra da Mangabeira, em Congonhas do Norte, e Carmo do Rio Claro. Os registros de floração são de janeiro, abril (quando também se coletaram frutos) e setembro.
Taxonomia
Taubert publicou a espécie em 1893, no volume 17 dos Botanische Jahrbücher für Systematik, e Ernest Friedrich Gilg voltou a tratá-la em 1895. O material-tipo foi coletado por Glaziou (nº 19739) em 29 de março de 1892, em Biribiri, perto de Diamantina; o holótipo está depositado em Copenhague (C), com isótipos em Kew (K) e Paris (P). O nome do gênero homenageia o geólogo e coletor brasileiro Joaquim Cândido da Costa Sena (1852–1919).
Conservação
Na revisão de 2008, os autores classificaram a espécie como criticamente em perigo, segundo os critérios A4abc e B2ab(i,ii,iii,iv) da IUCN, ressalvando não ser possível confirmar se ela ainda subsiste na natureza, já que não havia coletas há mais de vinte anos. As áreas dos registros históricos encontravam-se ocupadas por pastos e pooados .
Há registros de coleta da espécie em 2012, mas continua correndo risco de extinção, tendo sido classificada como "Em Perigo" (EN) em 2013.
Referências
Ligações externas
Senaea coerulea no projeto Flora e Funga do Brasil
Senaea coerulea no Índice Internacional de Nomes de Plantas
Documentos sobre Senaea coerulea na Biodiversity Heritage Library
Observações de Senaea coerulea no iNaturalist
Senaea coerulea no GBIF
Categoria:Senaea
Categoria:Gentianaceae
Categoria:Flora de Minas Gerais
Categoria:Espécies descritas em 1893