Sa-Sa-Ruê é um álbum de estúdio da cantora brasileira Marlene, lançado pela gravadora Continental em 1963. O álbum apresenta composições baseadas no sa-sa-rué, ritmo afro-brasileiro criado por Marino Pinto e Pernambuco, divulgado por Marlene por meio do lançamento e de uma dança associada ao ritmo.
A recepção crítica ao álbum foi variada, alguns resenhistas consideraram as faixas atraentes para dançarinos e ouvintes interessados em inovações rítmicas, enquanto outros notaram a combinação de elementos de mambo, samba e twist. O disco também venceu o Prêmio Euterpe de "Disco LP Mais Original do Ano" em 1963.
Antecedentes O "Sa-Sa-Rué" é um ritmo afro-brasileiro criado pelos compositores Marino Pinto e Pernambuco, sendo definido por eles como uma expressão "melódica romântica" e "contagiante" que não se confundia com o samba, e seu nome como derivado da palavra africana "Sarué" (que significa "salve"). O ritmo foi apresentado por Marlene em um compacto duplo da gravadora Continental, com quatro composições. A contracapa do compacto foi redigida pelos compositores, que apresentaram suas características. A divulgação do compacto também incluiu uma dança criada especificamente para o ritmo, que contribuiu para sua repercussão na Guanabara.
Recepção crítica Em resenha do compacto duplo, o Correio da Manhã atribuiu ao disco a cotação "Bom" e considerou que as faixas apresentavam "requisitos de atração para os dançarinos e ouvintes ávidos de inovações rítmicas e melódicas", e que Marlene encontrava nos temas "o clima propício ao extravazamento de suas emoções artísticas". O jornal Ultima Hora considerou que os elementos de mambo, samba e twist empregados no sa-sa-rué eram realizados no disco apenas "razoavelmente", observando que, como música dançante, o ritmo deveria permanecer "somente na sua contextura do estribilho", já que a segunda parte, era um "samba Bossa-Nova mal disfarçado", apesar disso, o jornal reconheceu que a dança "poderia pegar facilmente". O Correio do Paraná afirmou: "[o ritmo] dificilmente se tornará dança de salão, pois toda sua coreografia é dificílima. Como tema melódico deverá agradar".
O jornal Luta Democrática escreveu que o trabalho era "o primeiro disco da tiragem da série da dança moderna brasileira", e previu que sua recepção pela juventude "deverá ser das melhores", considerando a dança "realmente atraente" e com tudo para "pegar".
Prêmios e indicações Em 1963, o álbum foi vencedor do Prêmio Euterpe, na categoria de "Disco LP Mais Original do Ano", a entrega dos troféus ocorreu no restaurante do Correio da Manhã, onde os vencedores foram homenageados pelos diretores do jornal e saudados pelo jornalista M. Paulo Filho, o diretor-presidente. Marlene não compareceu na ocasião, e seu troféu foi recebido por Luís Delfino, seu então marido.
AnoPrêmioCategoriaResultadoRef(s)1963Prêmio EuterpeDisco LP Mais Original do Ano
Lista de faixas Créditos adaptados do LP Sa-Sa-Ruê, de 1963.
Ficha técnica Créditos adaptados da contracapa do LP Sa-Sa-Ruê, de 1963.
Direção artística: Diogo Mulero Arranjos orquestrais de Pernambuco Coreografia da dança de David Dupre
Categoria:Álbuns de 1963 Categoria:Álbuns de música popular brasileira Categoria:Álbuns em língua portuguesa na década de 1960