Francisco I Rákóczi (Gyulafehérvár, 24 de fevereiro de 1645 – Zboró, 8 de julho de 1676) foi um nobre húngaro, pretendente ao título de Príncipe da Transilvânia e pai do herói nacional húngaro Francisco II Rákóczi, o último Príncipe da Transilvânia. Francisco foi o líder de uma revolta húngaro-croata fracassada contra os Habsburgos.
Filho de Jorge II Rákóczi, havia sido designado, em 1652, para se tornar príncipe da Transilvânia, mas nunca reinou após a morte de seu pai, em 1660. A mãe de Francisco, Sofia Báthory, desconsiderando os últimos desejos de Jorge, em 1662 induziu o filho a se tornar católico romano; Sofia havia sido criada como católica, mas teve que se converter ao calvinismo para poder se casar com o pai de Francisco.
Em março de 1666, Francisco casou-se com Helena Zrinska, filha de Pedro Zrinski, vice-rei (ban) da Croácia, e quatro anos depois ele se juntou a Zrinski em uma conspiração com o objetivo de acabar com o domínio dos Habsburgos na Hungria e na Croácia. A insurreição foi reprimida, e Zrinski foi decapitado em 1671. Rákóczi, entretanto, foi poupado mediante pagamento de um resgate, graças à influência de sua mãe junto aos jesuítas. Quando Rákóczi soube que Petar Zrinski havia sido capturado pelos austríacos, depôs as armas e implorou por clemência. Todos os outros líderes da conspiração foram executados por alta traição; Rákóczi, graças à intervenção de sua mãe e ao pagamento de um resgate de 300.000 florins e vários castelos, foi perdoado.
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