miniatura|250px|Santa Maria de Talló. miniatura|250px|Castelo de Llívia de arquitectura românica. miniatura|250px|Vista de Bellver de Cerdanya.
A arte românica da Baixa Cerdanha manifesta-se principalmente na arquitectura religiosa das suas igrejas. Existe constância de muitas delas graças à acta de consagração da catedral de la Seu d'Urgell, em finais do século IX, onde consta uma lista de sessenta e oito paróquias, igrejas e vilas da Cerdanha, que foram atribuídas como dote a Santa Maria d'Urgell. A importância da Sé enquadra-se, sobretudo, na sua condição de sede episcopal datada da época visigótica, e a fronteira eclesiástica também não correspondia à fronteira real estabelecida no Tratado dos Pirenéus de 1659. Até 1802, do bispado de Urgell dependiam as trinta e três vilas da Cerdanha sob administração francesa. Mais tarde, a divisão provincial de 1833 dividiu administrativamente a comarca, repartida entre as províncias de Girona (onze concelhos) e Lérida (seis concelhos).
As características arquitectónicas principais das igrejas são a simplicidade estrutural e as dimensões reduzidas. Esta arte arquitectónica desenvolvida na Catalunha por volta do século X foi denominada por Puig i Cadafalch como o primeiro românico, com correntes artísticas procedentes de França e Itália.
O românico encontra-se representado também em fortificações como a de Sant Martí dels Castells em Bellver, documentado em 1050 como propriedade de Raimundo I da Cerdanha, e o castelo de Llívia (Llívia), datado do século XII e do qual se conservam alguns restos.
Bibliografia
Heilbronner, Tim: Ikonographie und zeitgenössische Funktion hölzerner Sitzmadonnen im romanischen Katalonien, Hamburg 2013, ISBN 978-3-8300-6809-9.
Categoria:Arte da Catalunha Categoria:Românico