Nyambura J. Njoroge (nascida a 4 de dezembro de 1956) é uma teóloga feminista e líder ecuménica queniana. Foi a primeira mulher queniana a ser ordenada na Igreja Presbiteriana da África Oriental em 1982. Ela foi a primeira africana a trabalhar na Aliança Mundial de Igrejas Reformadas de 1992 a 1998 quando se juntou ao Conselho Mundial de Igrejas. Ela é membro fundadora do Círculo de Teólogas Africanas Preocupadas e membro da Divisão queniana.Fiedler, NyaGondwe (2017). A History of the Circle of Concerned African Women Theologians 1989-2007. Mzuni Press. p. 59. Ela é membro da ANERELA+ (a Rede Africana de Líderes Religiosos Vivendo com ou Pessoalmente Afetados pela HIV e SIDA). Ela co-editou Talitha Cum! Theologies of African Women, com Musa Dube. Em 1992, ela tornou-se na primeira mulher africana a receber um PhD do Seminário Teológico de Princeton. Ela foi a primeira mulher africana a realizar um Bacharelado em Divindade da St. Paul's University, Limuru, Quénia.
Vida inicial Nyambura nasceu a 4 de dezembro de 1956, filha de Mary Mūthoni wa Warūgūrū na Gacomba, e do Rev. Daniel Gìthanji wa Gìtogo. Ela é a caçula de nove filhas.
A sua mãe era parteira em Ngìnda, Muranga, e líder na Igreja Presbiteriana da África Oriental, como também na comunidade local.
Educação Em 1978, Nyambura frequentou a St. Paul's University, Quénia, antigamente St. Paul's United Theological College. Ela foi a primeira mulher africana a realizar um Bacharelado em Divindade. Ela graduou-se em 1980. Ela foi ordenada como ministra da palavra e sacramento na Igreja Presbiteriana da África Oriental a 5 de setembro de 1982. Ela foi a primeira mulher a ser ordenada na denominação. Ela frequentou a Escola Presbiteriana de Louisville em Kentucky. Em 1992, tornou-se na primeira mulher africana a obter um PhD do Seminário Teológico de Princeton. A sua dissertação era intitulada "Teologia Africana e Ética Social Cristã".
Carreira Nyambura foi a executiva do programa sobre Defesa e Iniciativas Ecuménicas de HIV e SIDA do Conselho Mundial de Igrejas antes de se reformar em janeiro de 2022. Ela começou a trabalhar no programa em 2002, que foi lançado no mesmo ano que a Iniciativa Ecuménica de HIV e SIDA em África. Durante a conferência inter-fé sobre HIV na noite da 19ª Conferência Internacional de Sida a 21 de julho, Nyambura disse que a epidemia era mais que um assunto médico e era confrontada pelas relações sociais quebradas. Ela foi a primeira africana a trabalhar na Aliança Mundial de Igrejas Reformadas de 1992 a 1998. Ela é membro fundadora do Círculo de Teólogas Africanas Preocupadas e membro da divisão queniana. Ela é membro da ANERELA+ (a Rede Africana de Líderes Religiosos Vivendo com ou Pessoalmente Afetados pela HIV e SIDA).
Filosofia Talitha cum Ela co-editou Talitha Cum! Theologies of African Women, com Musa Dube. Nyambura Njoroge estabeleceu a teologia Talitha cum defendendo pelos direitos das mulheres e meninas, lutando sistemas que impedem o empoderamento e desenvolvimento das mulheres, incluindo o patriarcado, injustiças de género, teologias redutoras, políticas, governo, e estruturas sociais. Ela é uma ativista feminista defendendo as vidas, valores, e dignidade das mulheres ao desafiar normas culturais e sociais, valores, e sistemas que oprimem as mulheres e impedem-nas de ter acesso a oportunidades semelhantes ás dos homens na sociedade.
Como membro da Rede Internacional de Líderes Religiosos Vivendo com ou Pessoalmente Afetados pela HIV e SIDA, ela é uma ativista contra a discriminação, estigma social, exclusão social, e injustiça social perante pessoas afetadas pela HIV/SIDA, encorajando compaixão, amor e cuidado pelas vítimas. Ela continua a dar ênfase e abordar em como as crises, doenças, e pandemias como a HIV/SIDA e COVID-19 afetam profundamente as mulheres nas sociedades.
Ela foi pioneira na ética feminista cristã africana quando à liberação e transformação de teologias opressivas e redutoras que alimentam a causa do patriarcado em igrejas e instituições teológicas. Ela lutou pela transformação das instituições teológicas e religiosas como ferramentas para liberar as mulheres das desigualdades, violência, e injustiças na vez de ser a força que aumenta as injustiças e desigualdades de género. Ela trabalhou para juntar igrejas, acionistas e responsáveis políticos para fornecer respostas ecuménicas e fornecer soluções à raiz ecuménica das pandemias como HIV/SIDA, e dar esperança, compaixão, e apoio ás vítimas, grupos marginalizados, e aqueles afetados pela pandemia HIV/SIDA quanto à transformação da sociedade.
Prémios
Prémio de Liderança Global Mercy Amba Oduyoye, 2019 Prémio Campeã da Comunidade do Círculo, 2019
Obras selecionadas
Njoroge, N. J. (1992). The Woman's Guild: The Institutional Locus for an African Women's Christian Social Ethic. Princeton Theological Seminary, Nova Iorque. Njoroge, N. J. (1996). Revising Theological Education and Ministerial Formation. Ministerial Formation, 75, 6-10. Njoroge, N. J. (1996). Groaning and Languishing in Labour pains. Groaning in Faith: African Women in the Household of God, 3-15. Njoroge, N. J. (1997). The Missing Voice: African women Doing Theology. Journal of Theology for Southern Africa, (99), 77-83. Njoroge, N. (1997). Women, Why are you Weeping?. The Ecumenical Review, 49(4), 427- 438. Njoroge, N. J. (1998). A Spirituality of Resistance and Transformation. Amka, (4A), 3-13. Njoroge, N. J. (1999). The Promise and Ministry of the Holy Spirit: Empowering Africans to Search for the Fullness of Life. Ministerial Formation, 87(October), 48-56. Njoroge, N. J. (2000). Kiama kia ngo-an African Christian Feminist Ethic of Resistance and Transformation. Legon Theological Studies Series Project. Njoroge, N. (2001). Come Now, Let us Reason Together. Missionalia: Southern African Journal of Mission Studies, 29(2), 232-257. Njoroge, N. J. (2001). Transforming Ministerial Ecumenical Formation. The Ecumenical Review, 53(3), 306 - 318. Njoroge, N. (2001). Not an Option: Ministry with and for People with Disabilities. Ministerial Formafion, 92, 7-9. Njoroge, N. J. (2001). Talitha Cum! to the New Millennium: A Conclusion. Talitha cum, 245-259. Njoroge, N. J. (2002). Reclaiming our Heritage of Power: Discovering our Theological Voices. Her-stories: Hidden histories of women of faith in Africa, 39-57. Njoroge, N. J. (2003). Searching for Ways of Promoting Christian Unity in Theological Education and Ministerial Formation. Ministerial Formation, 101, 31-41. Njoroge, N. J. (2005). A New Way of Facilitating Leadership: Lessons from African Women Theologians. Missiology, 33(1), 29-46. Njoroge, N. J. (2005). An Ecumenical Commitment: Transforming Theological Education in Mission. International Review of Mission, 94(373), 248-263. Njoroge, N. J. (2008). Ecumenical Theological Education and the Church in Africa Today. Ministerial Formation 71: 20-25. Njoroge, N. J. (2012). A body of knowledge for HIV research. Journal of feminist studies in religion, 28(2), 129-133. Njoroge, N. J. (2013). Daughters of Africa Heed the Call for Justice, Peace, and Fullness of Life. International Review of Mission, 102(1), 30-43. Njoroge, N. J. (2017). Beyond Suffering and Lament: Theology of Hope and Life. Em Shaping a Global Theological Mind (pp. 113-120). Routledge. Njoroge, N. J. (2023). Dignity, life-affirming advocacy and compassionate solidarity. Journal of International Women's Studies, 25(1), 1-11. Njoroge, N. J. (2023). In Remembrance of HER. Ssali Publishing House, África do Sul.
Referências
Categoria:Alunos do Seminário Teológico de Princeton Categoria:Nascidos em 1956 Categoria:Pessoas vivas Categoria:!Artigos com hCards