A repressão ideológica na União Soviética teve como alvo diversas cosmovisões e as categorias de pessoas a elas correspondentes.
Repressão ideológica nas artes Até o fim da década de 1920, várias formas de expressão artística eram toleradas. No entanto, a ampliação da repressão política soviética, marcada pelo primeiro julgamento encenado, o Processo de Shakhty, colocou em foco, para os bolcheviques, a questão de saber se a "intelligentsia burguesa", incluindo trabalhadores da cultura e das artes, poderia ser leal e digna de confiança. Como uma das primeiras medidas, a Associação Russa de Escritores Proletários recebeu instruções para "flagelar e castigar [a literatura] em nome do Partido", isto é, incentivando efetivamente a censura da literatura por motivos ideológicos. Entre os primeiros alvos estavam Evgeni Zamiatin e Boris Pilniak.
Logo, o conceito de realismo socialista foi estabelecido como a forma de arte oficialmente aprovada, um instrumento de propaganda e o principal critério da censura ideológica.
Repressão da religião
Repressão ideológica na ciência
Certos campos científicos na União Soviética foram reprimidos depois de serem rotulados como ideologicamente suspeitos. Em alguns casos, as consequências das influências ideológicas foram dramáticas. A repressão da pesquisa começou durante a era de Stalin e continuou, de formas atenuadas, após seu regime. Leon Trótski havia defendido a teoria da relatividade de Einstein nos círculos intelectuais soviéticos, mas ela se tornou um anátema durante a era Stalin e só foi reabilitada após a morte deste.
Ver também Bibliografia do stalinismo e da União Soviética
Categoria:Política da União Soviética