iPhone Duo é um smartphone dobrável desenvolvido e comercializado pela Apple. É o primeiro modelo dobrável da linha iPhone. Foi anunciado oficialmente em 9 de setembro de 2026, durante o evento de produtos da Apple denominado Surprise and shine, realizado em Apple Park, em Cupertino, Califórnia.

O aparelho adota um formato semelhante ao de um livro, com uma tela externa de 5,4 polegadas para uso quando fechado e uma tela interna dobrável de 7,6 polegadas revelada ao abrir o dispositivo lateralmente. Quando aberto, tem 5,2 mm de espessura, sendo descrito pela Apple como o iPhone mais fino já produzido. A tela interna tem uma área de visualização 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max e, na época do anúncio, era a maior tela já utilizada em um iPhone.

O iPhone Duo utiliza o chip A20 Pro, o modem celular C2 da Apple e um sensor Touch ID integrado ao botão lateral. A Apple também anunciou compatibilidade com o Apple Pencil (USB-C) nas duas telas, com disponibilização prevista para mais tarde em 2026. Na parte traseira há duas câmeras Fusion de 48 MP, enquanto a tela interna utiliza uma câmera FaceTime instalada sob a tela.

As pré-vendas começam em 16 de outubro de 2026 e o lançamento está previsto para 23 de outubro. Nos Estados Unidos, o modelo de 256 GB tem preço inicial de US$ 1.999. No Brasil, o preço inicial anunciado é de R$ 21.999 para 256 GB, enquanto em Portugal o mesmo modelo custa € 2.399.

Desenvolvimento

Pesquisas sobre dispositivos dobráveis As pesquisas da Apple envolvendo dispositivos eletrônicos flexíveis antecedem em mais de uma década o anúncio do iPhone Duo.

Em 6 de julho de 2011, a Apple apresentou nos Estados Unidos um pedido de patente intitulado Flexible display devices. O documento descrevia um dispositivo eletrônico composto por diferentes partes de um gabinete unidas por uma dobradiça e uma tela flexível que se estendia sobre essas partes. A patente foi concedida em 22 de julho de 2014 como a patente norte-americana US 8,787,016.

A patente previa, entre outras possibilidades, uma estrutura na qual as duas partes do gabinete poderiam girar entre uma configuração com as superfícies da tela voltadas uma para a outra e outra na qual ficassem voltadas para direções opostas. O documento, entretanto, não constituía por si só um plano de comercialização do futuro iPhone Duo, mas demonstrava que a Apple pesquisava aplicações para telas flexíveis em dispositivos eletrônicos.

Segundo uma reportagem publicada pela Bloomberg em setembro de 2026, baseada em entrevistas com pessoas envolvidas no desenvolvimento, engenheiros da Apple começaram a trabalhar de forma mais concreta em um iPhone dobrável por volta de 2016.

Em 2017, reportagens originadas na imprensa sul-coreana afirmaram que a Apple trabalhava com a LG Display no desenvolvimento de telas OLED dobráveis para futuros iPhones. Segundo essas informações, a LG Display havia criado uma equipe dedicada ao desenvolvimento de painéis OLED dobráveis, enquanto a LG Innotek trabalhava em placas de circuito flexíveis relacionadas ao projeto.

Estudos entre 2018 e 2020 Segundo uma reportagem de 2024 do The Information, baseada em entrevistas com antigos funcionários da Apple e outras fontes, Tim Cook, então diretor executivo da empresa, já questionava designers e engenheiros sobre a viabilidade de um iPhone dobrável pelo menos desde 2018. No mesmo ano, teria sido apresentada a Cook uma demonstração de uma tela dobrável de aproximadamente sete polegadas, à qual ele teria reagido favoravelmente.

Nos estágios iniciais, uma das possibilidades estudadas era um aparelho com dobra para fora, deixando a tela flexível exposta no exterior quando o dispositivo estivesse fechado. A solução levantava preocupações de durabilidade, especialmente em caso de quedas. A equipe de design industrial da Apple também teria exigido que o aparelho, quando fechado, não fosse excessivamente espesso, o que implicaria que cada metade tivesse aproximadamente metade da espessura de um iPhone convencional da época. Restrições relacionadas à bateria e aos componentes da tela dificultavam o cumprimento desse objetivo.

Além de questões técnicas relacionadas à durabilidade da tela e à dobra visível, a Apple teria discutido internamente se o dispositivo ofereceria benefícios suficientes, além da própria capacidade de dobrar, para justificar um preço superior ao de um iPhone convencional.

Segundo o The Information, por volta de 2020 a Apple reduziu temporariamente a prioridade do projeto de um iPhone dobrável e concentrou parte dos esforços em um iPad dobrável, aproximadamente do tamanho de um iPad mini, com tela interna de cerca de oito polegadas.

Uma reconstrução posterior da história do projeto publicada pela Bloomberg em 2026 apresentou uma ênfase diferente. De acordo com esse relato, Cook teria retornado de uma viagem à Ásia por volta de 2020 impressionado com a crescente presença de smartphones dobráveis de fabricantes como Samsung e Huawei, passando a pressionar pela aceleração do projeto de um iPhone dobrável.

Segundo a mesma reportagem, as primeiras fases do projeto foram conduzidas sob Dan Riccio, que dirigiu a engenharia de hardware da Apple antes de John Ternus. Entre os principais desafios tecnológicos estavam a redução da dobra visível no centro da tela, o aumento da confiabilidade da dobradiça, o desenvolvimento de uma cobertura flexível para a tela e a implementação de uma câmera sob o painel. A Bloomberg também relatou que a Apple trabalhou com a Corning em soluções de vidro de cobertura flexível.

Protótipos de tela em 2021 Em janeiro de 2021, a Bloomberg informou que a Apple havia iniciado trabalhos preliminares em um possível iPhone dobrável.

Naquele estágio, os protótipos produzidos pela Apple consistiam principalmente em telas dobráveis destinadas a testes internos, e não em aparelhos completos. A empresa também não havia decidido formalmente comercializar o produto. Segundo a reportagem, diferentes dimensões de tela e mecanismos de dobradiça estavam sendo avaliados com o objetivo de permitir uma tela maior sem aumentar excessivamente as dimensões do aparelho.

Desenvolvimento de modelos tipo concha Em fevereiro de 2024, o The Information relatou que a Apple havia construído pelo menos dois protótipos de iPhone dobrável. Ambos adotavam um formato tipo concha, dobrando-se verticalmente de maneira semelhante à linha Samsung Galaxy Z Flip.

Esses protótipos não faziam parte dos planos de produção em massa para 2024 ou 2025. A Apple havia procurado pelo menos um fabricante asiático para discutir o fornecimento de componentes, mas, segundo a reportagem, ainda poderia cancelar o produto caso ele não atendesse aos padrões técnicos da empresa.

Em julho do mesmo ano, o The Information informou que a Apple havia avançado no desenvolvimento do iPhone dobrável e atribuído ao projeto o codinome V68. Como a empresa teria começado a trabalhar com fornecedores em componentes destinados ao produto, a publicação considerou que o projeto havia avançado além da simples fase conceitual.

O V68 descrito nessa reportagem ainda possuía formato tipo concha. A partir de 2025, entretanto, começaram a predominar relatos de que o primeiro iPhone dobrável destinado à comercialização adotaria uma estrutura semelhante à de um livro, abrindo-se lateralmente.

Transição para o formato de livro Em março de 2025, o analista Ming-Chi Kuo, conhecido por suas análises da cadeia de fornecedores da Apple, previu que o primeiro iPhone dobrável comercializado pela empresa adotaria um formato de livro, e não tipo concha.

Kuo estimou que o aparelho teria uma tela interna de aproximadamente 7,8 polegadas e uma externa de cerca de 5,5 polegadas, com espessura de aproximadamente 4,5 a 4,8 mm quando aberto e de 9 a 9,5 mm quando fechado. Também previu o uso de ligas de titânio na estrutura e na dobradiça.

Ainda naquele mês, previsões de analistas como Jeff Pu apontavam dimensões de tela semelhantes, enquanto reportagens indicavam que o aparelho avançava para a fase de NPI (New Product Introduction) na Foxconn.

Kuo posteriormente previu que o uso de metal líquido em componentes da dobradiça aumentaria sua durabilidade e ajudaria a reduzir a marca de dobra no centro da tela.

O iPhone Duo anunciado em setembro de 2026 manteve o formato básico de livro previsto nos relatos anteriores, mas suas especificações finais divergiram parcialmente das estimativas: a tela interna mede 7,6 polegadas, a externa 5,4 polegadas e a espessura quando aberto é de 5,2 mm.

Finalização em 2026 Em março de 2026, a Bloomberg informou que a Apple estava adaptando a interface do iOS para o futuro iPhone dobrável.

A reportagem dizia que o sistema adotaria, quando o aparelho estivesse aberto, uma organização mais próxima da utilizada no iPad, incluindo a possibilidade de exibir aplicativos lado a lado.

Pouco antes do anúncio, uma reportagem da Bloomberg sobre a história do desenvolvimento afirmou que, além de Tim Cook, John Ternus — que havia liderado por anos a engenharia de hardware da Apple e se tornou diretor executivo em setembro de 2026 — foi um dos principais defensores do lançamento do produto.

Em 9 de setembro de 2026, a Apple anunciou oficialmente o iPhone Duo.

Design

Estrutura O iPhone Duo utiliza uma estrutura dobrável em formato de livro, com uma dobradiça central que permite abrir e fechar as duas metades lateralmente. Aberto, mede 164,6 mm de largura, 117,8 mm de altura e 5,2 mm de espessura; fechado, mede 84,1 mm de largura, 117,8 mm de altura e 11,3 mm de espessura. O aparelho pesa 254 g.

A estrutura é fabricada em titânio, com uso de titânio de grau 5 no chassi e na cobertura da dobradiça. A parte frontal é protegida por Ceramic Shield 2, enquanto a traseira utiliza Ceramic Shield. O aparelho possui classificação IP68 de resistência à água e poeira. Segundo a Apple, nos testes realizados de acordo com a norma IEC 60529, o dispositivo suporta imersão a uma profundidade máxima de seis metros por até 30 minutos.

A dobradiça é composta por mais de cem componentes e foi projetada para sustentar a região central da tela quando o aparelho está totalmente aberto. A estrutura interna inclui reforços e uma placa de titânio sob a tela dobrável para aumentar a rigidez e a durabilidade.

As opções de cor são Céu noturno e Branco-estrela.

Telas A tela interna é uma Super Retina XDR OLED dobrável de 7,6 polegadas, com resolução de 1878 × 2670 pixels e densidade de 430 ppp. Segundo a Apple, o conjunto da tela é formado por dez camadas ultrafinas e utiliza acabamento nano-texture para reduzir reflexos, além de OLED com amplo ângulo de visão.

A tela externa é uma Super Retina XDR OLED de 5,4 polegadas, com resolução de 1398 × 2034 pixels e densidade de 460 ppp. As duas telas foram projetadas com a mesma proporção de imagem, permitindo que o conteúdo mantenha proporções semelhantes ao alternar entre elas.

Ambas oferecem ProMotion com taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz, tela Sempre Ativa, HDR, True Tone e ampla tonalidade de cores P3. O pico de brilho em ambientes externos chega a 3.000 nits.

A Apple anunciou ainda que ambas serão compatíveis com o Apple Pencil (USB-C). O suporte está previsto para ser disponibilizado mais tarde em 2026, e não necessariamente no lançamento inicial do aparelho.

Hardware

Processador e refrigeração O iPhone Duo utiliza o A20 Pro. O chip inclui uma CPU de seis núcleos, formada por dois supernúcleos e quatro núcleos de eficiência, uma GPU de sete núcleos com Neural Accelerators e um Duplo Neural Engine de 16 núcleos. Também oferece ray tracing acelerado por hardware.

Segundo a Apple, a CPU de seis núcleos é até 20% mais rápida que a do A19 Pro, enquanto a largura de banda da memória unificada é até 50% maior. Para controle térmico, o aparelho emprega uma câmara de vapor desenvolvida especificamente para seu formato.

Bateria e carregamento