Os saditas ou Banu Sade () eram um dos dois principais ramos dos hudailitas, uma tribo árabe modarita estabelecida na região de Meca. Segundo a tradição genealógica árabe, descendiam de Sade ibne Hudail, irmão de Liiane, ancestral dos liianitas, que constituíam o outro grande ramo dos hudailitas. Os saditas subdividiam-se em diversas linhagens, entre as quais se destacou a descendência de Tamime ibne Sade. Entre os membros mais conhecidos do ramo esteve Abedalá ibne Maçude, um dos primeiros convertidos ao Islã e importante companheiro de Maomé. Sua família pertenceu à linhagem de Alharite ibne Tamime, através de Cail, Saila e Maquezume. Entre os descendentes dos saditas figuraram posteriormente estudiosos e tradicionalistas, incluindo , um dos destacados sábios de Medina entre os tabis, e o historiador Almaçudi.

História

Os saditas eram um dos dois principais ramos dos hudailitas, uma tribo árabe pertencente aos modaritas. Segundo a tradição genealógica árabe, os saditas descendiam de Sade, filho de Hudail. Sua linhagem remontava a Adenane através de Sade ibne Hudail ibne ibne ibne Modar ibne Nizar ibne Maade ibne Adenane. Sade e seu irmão Liiane deram origem aos dois principais ramos dos hudailitas, respectivamente os saditas e os liianitas. As fontes genealógicas preservam diferentes enumerações dos descendentes imediatos de Sade. Ibne Hasme atribui-lhe cinco filhos: Curaibe, Hauia, Cunaa, Rame e Tamime. Curaibe foi ancestral do poeta , enquanto os descendentes de Hauia teriam se integrado aos abecitas, havendo uma tradição segundo a qual o poeta Alhutaia pertencia a esse grupo. Cunaa, por sua vez, deu origem a um ramo próprio. A genealogia transmitida por Ibne Alcalbi é mais extensa e atribui a Sade os filhos Tamime, Cunaa, Jaibe, Mata, Rame, Ganeme, Dame e Rite, também chamado Aufe. Albaladuri conserva uma relação semelhante, na qual figuram Tamime, Cunaa, Huraibe, Mana, Rame, Ganeme, Rame e Rite, identificado igualmente como Aufe, além de Juia, cujos descendentes, segundo a tradição por ele registrada, se incorporaram aos abecitas.

Entre essas linhagens, as fontes desenvolvem particularmente a descendência de Tamime ibne Sade. Ibne Hasme atribui-lhe três filhos, Alharite, Moáuia e Aufe, e afirma que o maior contingente de seus descendentes se encontrava entre os moauiaítas (Banu Moáuia). Ibne Alcalbi e Albaladuri apresentam a mesma divisão e acrescentam que a mãe dos três era Alcanude binte Liiane ibne Hudail, estabelecendo assim uma ligação genealógica entre os dois grandes ramos hudailitas. De Alharite ibne Tamime descendiam Anre e Cail; deste último provinham, entre outros, os ramos de Saila e Sube, enquanto a linhagem de Saila incluía Maquezume, do qual descendia Far. A essa linhagem pertencia Abedalá ibne Maçude, cuja ascendência é registrada como Abedalá ibne Maçude ibne Gafil ibne Habibe ibne Xameque ibne Far ibne Maquezume ibne Saila ibne Cail ibne Alharite ibne Tamime ibne Sade ibne Hudail. Seus irmãos e pertenciam à mesma linhagem. A descendência de Abedalá e de Oteba produziu posteriormente diversos estudiosos e tradicionalistas, entre os quais , descendente de Oteba e um dos destacados sábios de Medina na geração dos tabis, enquanto da descendência de Abedalá procedia o historiador Almaçudi.

Bibliografia

Categoria:Saditas (hudailitas)