La Tragédie du Roi Christophe () é uma peça de teatro escrita pelo autor martinicano Aimé Césaire, retratando o reinado de Henri Christophe e os conflitos políticos dele decorrentes. Foi publicada pela primeira vez no ano de 1963, em francês, pela editora parisiense Présence Africaine.

A peça estreou nos palcos em uma montagem de 1964, dirigida por Jean-Marrie Serreau no Festival de Salzburgo, na Áustria.

Publicação A peça foi editada originalmente em francês no ano de 1963 pela editora Presence Africaine, de Alioune Diop. A mesma editora publicou no ano de 1970 uma edição revisada pelo dramaturgo, que agora incluía também indicações quanto à encenação, a iluminação e a disposição dos atores. Uma tradução do texto para o português brasileiro feita por Sebastião Nascimento foi originalmente editada pela Huya Editorial, como parte da Coleção Avakuaaty — iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No ano de 2022 a tradução de Sebastião Nascimento foi publicada como parte integrante de um volume de textos escolhidos de Aimé Césaire pela Editora Cobogó, em sua Coleção Encruzilhada.

Personagens Henrique I do Haiti; Corneille Brelle, arcebispo; Pompée Valentin Vastey, barão de Vastey; Alexandre Pétion, presidente do Haiti; Prezeau, confidente do rei; Étienne Magny, general; Philippe Guerrier, general; Metellus, chefe dos revoltosos; Juste Chanlatte, conde de Rosier e poeta; Franco de Médina, agente do rei Luís XVIII de França; Juan de Dios Gonzales, padre; Juste Hugonin, conde de Richeplaine; Madame Christophe; Trou Bonbon, conde.

Montagem teatral O texto teve sua estreia nos palcos em uma montagem comandada pelo diretor francês Jean-Marrie Serreau na edição do ano de 1964 do tradicional Festival de Salzburgo, na Áustria. Sob a direção de Serreau, a montagem chegou a ser registrada para ser exibida como filme para a televisão em 1965 e a contar com o célebre realizador cinematográfico e ator mauritano Med Hondo representando o personagem Étienne Magny.

A montagem comandada por Jean-Marrie Serreau ainda ocuparia um dos seis teatros nacionais da França, o Théâtre de l’Odéon na cidade de Paris. A encenação, que ocorreu no ano de 1965, teve apoio de um grupo chamado Association des Amis du Roi Christophe — formado por artistas como o escritor cubano Alejo Carpentier e o senegalês Alioune Diop, o pintor espanhol Pablo Picasso e o escultor suíço Alberto Giacometti. Segundo artigo de Claire Tufts, Jean-Marrie Serreau teria sido pressionado a aumentar a dimensão de exotismo do espetáculo, com a intenção de satisfazer os gostos dos espectadores europeus. Nesse sentido, o apoio financeiro da Association des Amis du Roi Christophe foi fundamental para que o diretor realizasse a encenação de modo mais fidedigno à concepção do autor Aimé Césaire. Por outro lado, isso acabou implicando que a peça fosse apresentada somente a seus financiadores.

A montagem comandada por Jean-Marrie Serreau foi encenada também no Festival de Veneza em 1966, no primeiro Festival Mundial de Artes Negras (FESMAN), realizado na cidade de Dakar, no Senegal, no mesmo ano e na Exposição Universal de Montreal em 1967.

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