Caitebai ibne Maomé (; m. 15 de junho de 1512) foi um xarife catádida e emir de Meca no início do século XVI. Filho do emir Maomé ibne Baracate, foi investido no emirado em 910 A.H. (1504–1505), durante as disputas entre seus irmãos pelo controle de Meca. Embora seu nome fosse pronunciado nas cerimônias públicas e recebesse as caravanas de peregrinos, a autoridade efetiva permaneceu nas mãos de seu irmão , sob cuja supremacia Caitebai permaneceu associado à administração da cidade.

Durante seu período no governo, Caitebai participou da defesa de Meca contra as forças de seu irmão Humaida e seus aliados, promoveu a fortificação da cidade e atuou na manutenção da segurança das rotas da região. Continuou associado ao emirado ao lado de filhos de Baracate até morrer em Marre Azarã em 21 de Rabia I de 918 A.H. (15 de junho de 1512). Teve ao menos uma filha conhecida, Fátima, por meio da qual teve descendência entre a família dos xarifes de Medina.

Vida

upright=1.05|miniatura|Dinar do sultão Cançu Algauri

Caitebai era filho do emir Maomé ibne Baracate e um dos numerosos filhos homens que lhe sobreviveram. Pela linha paterna, pertencia aos catádidas, da linhagem haçânida da dinastia haxemita, descendente do clã dos haxemitas. Em 910 A.H. (1504–1505), durante as disputas entre seus irmãos pelo controle de Meca, Caitebai foi escolhido para assumir formalmente o emirado. No início de Safar, , emir de Iambo, reuniu os emires e os cádis hanafita e maliquita, que acordaram em investir Caitebai. A investidura ocorreu na manhã de 3 de Safar, e seu nome passou a ser pronunciado na prédica e nas preces, enquanto também ficou encarregado de receber as caravanas de peregrinos. A autoridade efetiva, contudo, permaneceu nas mãos de seu irmão , sem cuja aprovação Caitebai tomava decisões. Em meados daquele mês, chegaram do Cairo os decretos do sultão Cançu Algauri que confirmavam o arranjo sucessório e previam a investidura de Caitebai caso Baracate não assumisse pessoalmente o governo.

As disputas entre os irmãos prosseguiram. Em 8 de Safar, um grupo de aliados de Humaida atacou Meca durante a noite e alcançou a residência de Caitebai. Na manhã seguinte, este saiu em sua perseguição acompanhado por soldados turcos e capturou dois dos atacantes. Em Rajabe, diante das notícias de uma nova ofensiva de Humaida e , Caitebai arrecadou dinheiro dos habitantes, mercadores e lojistas de Meca para fortificar a cidade e renovar suas portas. No mês seguinte, dirigiu-se a Gidá acompanhado por alguns mamelucos. Quando estes mataram três homens que julgavam pertencer ao grupo inimigo, Caitebai interveio em favor dos grupos que haviam celebrado a paz e defendeu que continuassem a obter provisões na cidade, argumentando que a segurança das estradas dependia da manutenção da paz. Ainda em Xabã, Humaida e seus aliados avançaram de Gidá contra Meca. Caitebai abandonou a cidade diante da aproximação dos invasores, enquanto os soldados turcos ali estacionados permaneceram para enfrentá-los. Depois de três dias de confrontos, os turcos atacaram o grupo, mataram mais de trinta dos e obrigaram os sobreviventes a recuar para Gidá.

Caitebai permaneceu associado à administração de Meca sob a supremacia de Baracate, juntamente com Ali ibne Baracate, filho deste. Em Dulcada de 912 A.H. (1507), Caitebai e Ali receberam em Meca o comandante mameluco Cair Bei, que regressava de uma campanha contra os adversários de Baracate, e foram investidos com vestes de honra. Após a morte de Ali em 913 A.H. (1507–1508), Baracate colocou em seu lugar outro filho, Maomé, conhecido como Axafii, que passou a atuar ao lado de Caitebai. Em Dulrija de 913 A.H. (abril de 1508), Caitebai casou-se em Meca com uma filha do xarife Anca ibne Uabir. Por ocasião das núpcias, ofereceu um grande banquete. Caitebai permaneceu associado ao governo de Meca até morrer em , em Marre Azarã, em 21 de Rabia I de 918 A.H. (15 de junho de 1512). Seu corpo foi transportado para Meca. Após sua morte, Baracate promoveu seu filho Abu Numai Maomé na administração do emirado. Caitebai teve ao menos uma filha conhecida, Fátima, que se casou com Baz, membro da família dos xarifes de Medina. O casal teve dois filhos conhecidos, Jadu e Gubaia.

Bibliografia

Categoria:Árabes do século XV Categoria:Árabes do século XVI Categoria:Xarifes de Meca Categoria:Árabes do Sultanato Mameluco do Cairo Categoria:Catádidas