A temporada de furacões no Pacífico de 2026 é a atual temporada de furacões ativa de 1º de junho até 30 de novembro. Até final de setembro, sob influência do El Ninõ, a temporada produziu 18 tempestade nomeadas, sete furacões, dos quais cinco superfuracões (igual ou acima da categoria 3), sendo destes três furacões de categoria 5.
Segundo a NOAA, devido a um super El Niño, que aquece as águas do leste do Pacífico leste a temporada deverá ser mais intensa em 2026, com "uma probabilidade muito alta (70%) de uma temporada acima da média".
Entre os superfuracões da temporada, a rápida intensificação de Polo "deixou os meteorologistas em busca de adjetivos fortes o suficiente para descrever o que estava acontecendo. Alguns descreveram a taxa de intensificação e a força da tempestade como 'de cair o queixo', outros como 'assombrosas' e outros como 'pura loucura'."
Previsões O Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, dos Estados Unidos, e o Conágua, do México, lançaram previsões sobre a temporada, com ambos os serviços prevendo uma temporada mais ativa. +ÓrgãoTotal de ciclones nomeadosFuracõesSuperfuracõesRefNOAA15-229-14 5-9Conágua18-219-114-5
Nomeclatura +AmandaIselleRachel BorisJulioSimonCristinaKarinaTrudy DouglasLowellVanceElidaMarieWinnieFaustoNorbertXavier GenevieveOdalysYolanda HernanPolo Zeke Nota: em negrito estão os sistemas já formados e nomeados
Sistemas
Resumo sazonal Até 27 de setembro, a temporada produziu 18 tempestade nomeadas, sete furacões, dos quais cinco superfuracões (igual ou acima da categoria 3 da Escala Saffir-Simpson), sendo destes três furacão de categoria 5.
Primeira tempestade nomeada
Amanda Amanda foi a primeira tempestade nomeada da temporada de furacões de 2026 no Pacífico Oriental, ativa de 2 a 7 de junho de 2026. O National Hurricane Center (NHC) monitorou o sistema à medida que este se formava - de forma incomum para o mês de junho - muito a sudoeste, permanecendo em águas abertas (sem ameaçar áreas habitadas) com ventos máximos entre 40 e 60 mph, antes de se dissipar em uma área de baixa pressão residual.
Primeiro furacão da temporada
Fausto Fausto foi o primeiro furacão da temporada de furacões no Pacífico de 2026. Ativo entre 19 e 29 de julho de 2026, o sistema atingiu o pico de intensidade como um furacão de categoria 2 entre 24 e 25 de julho, com ventos sustentados máximos de 169 km/h (105 mph) e pressão central mínima de 967 mbar.
Resumo meteorológico +NomeTipoData de formação e extinçãoVentos máximos sustentados (km/h)Pressão mínima (mbar)Locais atingidosObsAmandaTempestade tropical02 de junho a 07 de junhoBorisTempestade tropical07 de junho a 09 de junhoCristinaTempestade tropical08 de junho a 10 de junhoDouglasTempestade tropical01 de julho a 03 de julhoElidaTempestade tropical14 de julho a 20 de julhoFaustoFuracão19 de julho a 29 de julho167967GenevieveSuperfuracão24 de julho a 2 de agosto260924HernanTempestade tropical13 a 15 de agostoIselleTempestade tropical23 a 27 de agostoJúlioTempestade tropical24 a 25 de agostoKarinaSuperfuracão27 de agosto a 7 de setembro233940LowellSuperfuracão27 de agosto a 10 de setembro260922MariaFuracão01 de setembro a 08 de setembroNorbertoTempestade tropical09 de setembro a 15 de setembroNoloFuracão13 de setembro - Odalys20 de setembro -213946PoloSuperfuracão20 de setembro 278892
Furacões memoráveis
Genevieve Genevieve foi o primeiro superfuracão da temporada e também o primeiro da categoria máxima 5, ativo entre 24 de julho e 2 de agosto de 2026. Alimentado pelas águas quentes intensificadas pelo fenômeno El Niño, o sistema passou por um processo de rápida intensificação, saltando de tempestade tropical a um grande furacão em apenas 18 horas, atingindo a categoria máxima em 27 de julho, com ventos sustentados máximos de 260 km/h (160 mph) e uma pressão central mínima de 925 mbar. O ciclone permaneceu durante todo o seu ciclo de vida sobre o oceano aberto, deslocando-se para o noroeste. Embora não tenha ameaçado diretamente nenhuma zona habitada, suas fortes ondulações geraram ressacas marítimas e correntes de retorno perigosas ao longo da costa da Baja California (México) e do sul da Califórnia (EUA).
Karina Foi o segundo superfuracão da temporada. Foi nomeado inicialmente como uma tempestade tropical no dia 27 de agosto, movendo-se progressivamente em direção ao oeste-noroeste sobre o Oceano Pacífico e tornando-se um furacão de categoria 1 em 30 de agosto, rapidamente se intensificando para um superfuracão de categoria 4 no dia seguinte, registrando ventos máximos sustentados impressionantes de 233 km/h (145 mph) e uma pressão central mínima de 940.
Lowell Foi o segundo furacão de categoria 5 da temporada. Foi um ciclone tropical de longa duração que se formou em 27 de agosto e se dissipou apenas em 11 de setembro. Atingiu a categoria 5 em 2 de setembro, mas o aumento do cisalhamento do vento e os ciclos de substituição da parede do olho fizeram com que o sistema enfraquecesse para a categoria 3 até 4 de setembro; o entanto, no dia seguinte, intensificou-se rapidamente, retornando à categoria 5. O aumento do cisalhamento do vento provocou seu enfraquecimento novamente para um furacão de categoria 2 antes de atingir diretamente o oeste o Havaí, impactando diretamente as ilhas de Ni'ihau e Kauaʻi, sendo o primeiro furacão a atingir diretamente Kauaʻi desde o furacão Iniki, em 1992, e sendo o primeiro furacão de categoria 5 na bacia do Pacífico Central desde o furacão Walaka, em 2018. No pico de sua atividade, alcançou ventos sustentados de 260 km/h, rajadas de 315 e pressão mínima de 927mbar. No Havaí, os ventos de cerca de175 km/h danificaram estruturas e deixaram a maioria dos consumidores do Condado de Kaua'i sem energia elétrica. No total, a tempestade causou prejuízos superiores a 500 milhões de dólares no Havaí e provocou pelo menos três mortes.
Odalys Odalys é um sistema ativo [em 27 de setembro] que se desloca sobre as águas abertas do Pacífico Oriental, situado a cerca de 860 milhas a oeste da extremidade sul da Baixa Califórnia. Seguindo sua trajetória paralelamente ao furacão Polo [abaixo] e à tempestade tropical Nolo - compondo um raro trio de sistemas tropicais simultâneos - Odalys não representa ameaça direta a áreas terrestres e está enfraquecendo, transformando-se em um ciclone pós-tropical. O sistema foi nomeado em 20 de setembro e se tornou um superfuracão de categoria 3 no dia 25, intensificando-se para a categoria 4 no mesmo dia e voltando a enfraquecer horas depois. No dia 26 foi rebaixado para a categoria 1 e no dia 27 para uma tempestade tropical.
Polo Polo é um ciclone tropical ativo [em 28 de setembro] que sofreu uma "Intensificação explosiva", segundo a Nasa. Foi nomeado em 20 de setembro e virou um superfuracão de categoria 4 no dia 22, transformando-se horas depois na categoria 5, com ventos sustentados de 285 km/h, oscilando entre as categorias 4 e 5 até 27 de setembro, quando foi rebaixado para a categoria 3. Deve tocar terra na Baja Califórnia Sul, oeste do México, no dia 28, provavelmente como um furacão de categoria 2 ou 3 [acompanhe os avisos aqui].
Curiosidades
Segundo a NOAA, os furacões Fausto e Genevieve se desenvolveram a partir de ondas tropicais, que são áreas de instabilidade atmosférica que se deslocaram do continente africano, quente e seco, próximo à ilha de Cabo Verde. Essas ondas viajaram para oeste através do Oceano Atlântico, atravessaram a América Central e, eventualmente, encontraram condições favoráveis no Pacífico oriental, onde se intensificaram e se transformaram em furacões. Segundo a Nasa, a rápida intensificação "deixou os meteorologistas em busca de adjetivos fortes o suficiente para descrever o que estava acontecendo. Alguns descreveram a taxa de intensificação e a força da tempestade como 'de cair o queixo', outros como 'assombrosas' e outros como 'pura loucura'."
Aviso
Referências
Categoria:Ciclones tropicais Categoria:México Categoria:Califórnia Categoria:América Central Categoria:Havaí